Infeção humana por Vírus Monkeypox (colocado a 25-05-2022)

Atualização Alerta 05/2022 - Infeção humana por Vírus Monkeypox na região de Lisboa e Vale do Tejo

De acordo com informação recebida da Comissão Europeia relativa a recomendações do ECDC sobre medidas a implementar para  segurança de substâncias de  origem humana SOHO e ainda de acordo com atualização sobre o nº de casos existente em Portugal atualiza-se o alerta 05/2022 (abaixo) de varíola de macaco (MPX) na região de Lisboa e Vale do Tejo

Até  24 de maio, foram notificados 37 casos confirmados (por RT-PCR) de MPX em Lisboa e na Região do Vale do Tejo.

Como já referido anteriormente  e na sequência do surto de MPX em vários países, o ECDC divulgou hoje uma avaliação rápida de risco. Deste relatório realçamos o seguinte:

Nenhum caso de transmissão do vírus da varíola macaco através de substâncias de origem humana foi alguma vez documentado. No entanto, há casos notificados de transmissão de vírus da mãe para o filho durante a gravidez e estudos com animais mostram a presença de vírus no sangue, tecidos e órgãos de animais infetados . Foi demonstrada a existência de viremia (ou seja, amostras de sangue positivas para ADN viral). A duração da viremia não é clara, e não existem dados sobre a viremia em doentes assintomáticos (incluindo durante o período de incubação). Embora a informação seja limitada, é provável que o vírus da varíola dos macacos seja transmissível através de substâncias de origem humana, mas o risco global para os recetores na UE/EEE é baixo.

Face a esta situação pensamos adequado para a prevenção do risco de transmissão de MPX que todos os potenciais dadores devem ser cuidadosamente entrevistados relativamente a contactos com casos de MPX (confirmados ou suspeitos), animais infetados ou viagens a áreas afetadas. Devem ser recolhidos dados sobre o historial médico destes fatores de risco.

 Com base no período de incubação de MPX, recomenda-se a suspensão temporária dos dadores assintomáticos, que tenham estado em contacto com caso(confirmados ou suspeitos), da dádiva de substâncias de origem humana por um mínimo de 21 dias a partir do último dia de exposição. Uma vez que a fase prodrómica de MPX varia em duração (1-4 dias ) e os sintomas podem ser não específicos e ligeiros ou ausentes, um exame cuidadoso dever ser realizado para quaisquer possíveis sinais ou sintomas de infeção.

Solicitamos a vossa maior atenção a esta informação e a sua divulgação a todos os  profissionais com responsabilidades na seleção e avaliação de dadores de sangue

Mais informação em https://www.ecdc.europa.eu/sites/default/files/documents/Monkeypox-multi-country-outbreak.pdf

Alerta 05/2022 - Infeção humana por Vírus Monkeypox na região de Lisboa e Vale do Tejo

De 3 a 20 de Maio, foram notificados 23 casos confirmados (por RT-PCR) de varíola de macaco (monkepox) em Lisboa e na Região do Vale do Tejo; em 2 casos foi identificada a estirpe oeste-africana.

Os casos, na sua maioria jovens, e todos do sexo masculino, são estáveis, apresentando na sua maioria lesões ulcerativas perianais, genitais e perigenitais.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) já comunicou o alerta aos profissionais de saúde, a fim de melhorar a deteção precoce e a notificação de casos suspeitos.  Um comunicado de imprensa foi distribuído pela DGS aos meios de comunicação social.

A Autoridade Nacional de Medicamentos e Produtos de Saúde está a avaliar o stock de vacinas portuguesas contra a varíola.

A investigação epidemiológica e laboratorial está em curso.

De acordo com os atuais critérios de elegibilidade para doação de sangue (manual de doação de sangue), secção 1.29 Situações Epidemiológicas Especiais, em caso de contacto/exposição a um agente infecioso/doença infeciosa emergente numa determinada área geográfica por viagem/residência para a qual não existe um critério de seleção definido para candidatos a dador e nenhum teste laboratorial de rastreio, o período de adiamento deve ser duas vezes (em dias) o período de incubação.

Assim, para prevenir o risco de transmissão de MPX por transfusão, para potenciais dadores de sangue que tenham tido contacto com um doente e para potenciais dadores de sangue que tenham sido diagnosticados com a infeção, foi implementado um período de adiamento de 45 dias, na última situação após a resolução dos sintomas

 

 

 

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